JESUS É A VERDADEIRA
IGREJA
VP - 7171
Alguma vez você já sentiu
sede? Não sede de água, mas de algo que preenchesse sua vida? Algo que fizesse
com que o vazio que você sente por dentro desaparecesse?
Já desejou algum dia estar
em paz consigo mesmo e com Deus?
Na palestra de hoje que tem
por título: JESUS É A VERDADEIRA IGREJA, ficará bem claro que a verdadeira
igreja deve saciar a sede espiritual de seus membros.
Aquele Jesus que disse: “Se
alguém tem sede, venha a mim e beba.” João 7:37, é o mesmo que se encontrou com a mulher
samaritana, junto ao poço, perto da cidade de Sicar.
Esta história está
registrada em João 4. Tentemos imaginar juntos.
O sol palestino lançava seus
raios fulgurantes e imparciais tanto sobre uma desconhecida samaritana, quanto
sobre o Salvador do mundo. Cansado da viagem, Jesus sentou-se à beira do poço de Jacó. Ela também se
encaminhou para o poço, sem saber que tinha um encontro marcado com o plano de
Deus. Pois ela foi a razão porque Jesus disse que “era necessário passar por
Samaria.”
Ela estava cansada. Se sentindo inútil, sem vida. Não tanto
por causa do jarro vazio que levava, mas por causa do vazio que carregava em seu
coração. Um vazio deixado ao longo de rudes anos passados.
As torrentes de paixão, que
já foram célebres em sua vida, acalmaram-se. E ela estava desgastada e alquebrada, com o rosto todo marcado
de rugas.
Por esta razão ela vinha a
esta hora, a hora mais quente do dia, evitando os comentários gerados pela sua
reputação. As outras mulheres costumavam vir à tardinha, quando o ar estava mais
fresco e confortável.
Elas não vinham apenas para
retirar água do poço, mas também vinham para tirar o véu que eram obrigadas a
usar pela sociedade machista em que viviam.
Elas vinham em busca de
companhia, de uma conversa informal, de riso, e naturalmente, de mexericos - a
maior parte se referindo exatamente àquela mulher.
Talvez você esteja se
escondendo atrás de supostos véus, para se camuflar. Talvez para esconder a
vergonha que você sente ao praticar algo, e até se esconder de si
mesmo.
Assim, para esquivar-se das
mulheres de Sicar, ela enfrentava o sol escaldante. Qualquer coisa para evitar o
olhar recriminador daquelas de melhor reputação.
Por um período de cinco
maridos ela tinha vindo a esse poço. Sempre ao meio- dia. Sempre
sozinha.
Sentimentos de culpa eram
seus únicos companheiros enquanto repassava a fútil estrada da vida por onde
tinha andado. Sua mente volta ao passado, para as encruzilhadas da vida, onde
caminhos deveriam ter sido tomados, onde talvez tivesse encontrado a felicidade.
Mas ela sabia que nunca poderia voltar atrás.
Estava num beco sem saída,
vivendo um tipo de relação que sabia não a levaria a nada. Mas por enquanto ela
precisava do homem com quem ela vivia.
Sua presença preenchia as
noites solitárias com um mínimo de companhia, embora insípida e
morna.
Tinha passado de homem para
homem como se, num deserto, tivesse sido acometida de insolação e delírio. Para
ela, o casamento tinha sido uma miragem fugidia.
Retornava sempre à fonte
matrimonial, com esperanças de extrair alguma coisa com que saciar sua sede de
amor e de felicidade. Mas sempre e sempre saia
desapontada.
E assim, sob o peso de tais
pensamentos, chegou à fonte de Jacó, com o cântaro vazio, símbolo da sua própria
vida.
Quando seus olhos
encontraram os do Salvador, Ele percebeu dentro dela uma dor cavernosa, uma
cisterna na alma, que permaneceria vazia se Jesus não a
enchesse.
Através dos olhos, Jesus
mergulhou no passado dela com muita ternura. Viu cada chama explodindo de
paixão... e as feridas decorrentes dos fracassos.
E, no entanto, para ela, uma
mulher com a vida arruinada, Jesus ofereceu uma das mais profundas explicações
já vistas nas Escrituras a respeito de comunhão - ensinou que Deus é espírito e
que a comunhão não é uma aproximação física à Igreja, mas uma aproximação da
alma ao Espírito de Deus.
Também digno de nota é
aquilo que Jesus não disse. Ele se referiu à condição marital passada e presente
daquela mulher, sem nunca mencionar seu pecado.
Não fez nenhum apelo ao
arrependimento. Não apresentou nenhum plano de salvação. Não ofereceu nenhuma
oração.
Para ela este estranho era a
princípio simplesmente um “judeu”. . . que logo passou a ser “Senhor” . . . e
então “um profeta”. Enfim ela o viu exatamente como Ele é - “ o Messias”, “o
Salvador”.
Ao ter aquele momento íntimo
de percepção, ela O deixa para dar as boas novas àquela cidade que tanto a acolheu como a
repeliu.
Talvez hoje eu esteja
falando para alguém cuja a vida esteja vazia, parecendo que não há mais
solução.
Talvez eu esteja falando
para alguém que ainda não encontrou a felicidade que merece ao lado de uma
pessoa. E que tentando encontrar viveu com muitos parceiros e chegou a conclusão
que não há mais esperança.
Ou mesmo para alguém que já
perdeu as esperanças no campo espiritual, no campo da
religião.
Voltemos àquele dia bem
distante, que para trás, sobre a areia, ficou o jarro de água, vazio. E para
aquela mulher que era criticada pela sociedade, abriu-se à sua frente uma vida
inteiramente nova. E com o coração transbordando de água viva, começou a andar,
a princípio devagar, e depois tão depressa
quanto as suas pernas puderam levar.
E só então começou a viver
uma vida plena, porque Jesus foi a fonte inesgotável em sua vida a partir de
então.
Amado ouvinte, se o seu
balde está vazio, Jesus é a fonte. Jesus é a verdadeira Igreja. Se você tem
sede, Jesus é a água da vida.
Permita que Ele realize os desejos do seu coração.