A VOZ DA PROFECIA

PR NEUMOEL STINA

 

CONFESSAR É UM ATO DE FÉ

VP - 7167

 

Uma das coisas mais difíceis para o ser humano é admitir que errou. Como você é?

Para você é difícil confessar um erro que tenha cometido? Você acha que é necessário confessar? Você as vezes pensa ou imagina que Deus sabe tudo, e por isso acha que não é necessário contar a Deus as suas faltas?

 

Na palestra de hoje que tem por título:  CONFESSAR É UM ATO DE FÉ, veremos a resposta positiva que podemos  dar a Deus.

 

Iniciamos com a leitura do texto de Hebreus 11:6 - “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que  O buscam”.

 

O primeiro ingrediente da resposta humana é a fé.

O próprio capítulo 11 da carta aos Hebreus nos primeiros versículos provê alguns conceitos do que é a fé. Todavia não estamos interessados tanto em definições quanto em compreender como é que a fé atua.

 

O apóstolo Paulo escrevendo aos Efésios, assim se expressou: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” Efésios 2:8.

 

Ligando esta declaração com Gálatas 5:22 onde a fé é incluída como fruto do Espírito, compreendemos claramente que o homem não pode de si mesmo crer e confiar em Deus.  Isto é: por si só o homem, sem o auxílio divino nunca terá fé, porque a fé é um Dom de Deus.

 

 

O Espírito Santo concede o dom da fé, para todos aqueles que desejam crer e aceitar o plano da redenção. O mérito não está no homem. O homem não é salvo pela fé. A graça de Deus é que salva a humanidade.

 

A fé é o elemento que habilita o homem a receber em sua vida os benefícios da salvação.

 

O segundo elemento da resposta do homem a Deus é o arrependimento. Paulo escreveu acerca do arrependimento, dizendo:

“Porque a tristeza segundo Deus, opera arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar, mas a tristeza do mundo opera a morte.” II Coríntios 7:10

 

Há uma diferença  clara e básica entre a tristeza segundo Deus e a tristeza segundo o mundo. E a diferença é que uma opera  a salvação, e a outra gera a morte.

 

A tristeza segundo Deus,  que opera arrependimento para a salvação, não é apenas um sentimento. O verdadeiro arrependimento não envolve apenas mudança  sentimental. É mais amplo,  mais profundo.

 

O arrependimento genuíno envolve mudança de rumo. Mudança na direção que se está seguindo.

 

Veja a diferença:

Você faz alguma coisa errada. Alguém lhe diz que você errou. Você fica triste por ter errado e muda de atitude. Isto faz a diferença.

 

A tristeza segundo Deus, faz com que você não só fique triste pelos seus erros, mas também mude de rumo, fazendo com que você se coloque num caminho em que não vai mais errar.

 

Há dois exemplos na Bíblia que ilustram bem este fato. São os exemplos de Pedro e Judas. Os dois eram discípulos de Jesus. Judas traiu o Mestre enquanto Pedro O negou.

 

Mateus registra assim a reação de Judas.

 

“Então Judas, que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei traindo sangue inocente. Eles porém disseram: que nos importa? Isso é contigo. E ele atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar.” Mateus  27:3-5

 

O que Judas experimentou? Foi o verdadeiro arrependimento? Não, Judas sentiu remorso pelo que havia feito. Mas, não estava arrependido. A tristeza que ele sentiu foi para a morte. Judas sentia remorso pelos resultados de suas ações, e não remorso pelo seu pecado.

 

E como foi o arrependimento de Pedro? Vejamos o que a Bíblia nos diz: “Então começou  ele a praguejar e a jurar dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou. E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, 3 vezes me negarás. E saindo dali chorou amargamente.” Mateus 26:74 e75

 

O choro de amargura de Pedro não revelava apenas tristeza pelo que havia feito. Seu amargurado pranto era o desabafo e o reconhecimento de que havia pecado e necessitava mudar o rumo de sua vida.

 

Jesus viu sinceridade em seu amigo Pedro, deixou um recado especial para ele, transmitido pelo anjo às mulheres que foram ao sepulcro:  “Mas  ide, dizei a seus discípulos e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse”. Marcos 16.7

 

De um homem impulsivo e inconstante, Pedro tornou-se um pregador corajoso e destemido. Experimentara o verdadeiro arrependimento. Ocorrera uma mudança no rumo em sua vida.

 

A confissão é o terceiro passo. Quando o indivíduo vê quão errado, quão distante está de realizar a vontade de Deus, e decide viver segundo o plano divino, ele confessa a  Deus todos os seus pecados  e falhas.

 

“Se confessarmos nossos pecados.” Esta é a condição para recebermos o perdão de Deus. A confissão envolve o relacionamento com Deus e com o próximo. Devemos confessar nossas culpas e pecados a Deus, contra quem pecamos, e ao próximo que ofendemos, ou contra quem erramos.

 

Assim procedendo, rogamos a bênção do perdão de Deus. E  a promessa é dada: “Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.

 

Que o Senhor nos ilumine para que nossa compreensão se abra e possamos exercer a fé, experimentar o verdadeiro arrependimento e confessar nossas culpas a Deus e esperar, na doce certeza de seu perdão.

 

Saiba que mesmo que todos o abandonarem Jesus nunca o deixará.