A VOZ DA
PROFECIA
PR NEUMOEL
STINA
ENSINOS DE JESUS SOBRE A
LEI
VP -
7156
O que Jesus ensinou sobre a Lei de Deus? Como Jesus se relacionou com a Lei? Será que Jesus obedecia a Lei? Ou Ele pisou sobre a Lei? Jesus mudou a Lei/
A
palestra de hoje tem por título: ENSINOS DE JESUS SOBRE A
LEI.
Jesus em sua vida demonstrou
a mais alta consideração pela Lei de Deus. Tanto antes de iniciar Seu
ministério, como durante o
mesmo. Jesus nunca deixou qualquer dúvida quanto aos
propósitos santos e imutáveis da
Lei de Deus.
No sermão da Montanha, Ele
disse: “Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar,
vim para cumprir”. Mateus 5:17. Com este testemunho e outros mais, encontrados
nos Evangelhos, a mensagem de Cristo produziu uma fé que sustentou firmemente a
validade do Decálogo.
Podemos afirmar seguramente
que Cristo veio não apenas redimir o homem, como também veio sustentar a
autoridade e a santidade da lei de Deus. Com sabedoria Jesus apresentou a
grandeza e a glória da lei e ainda ofereceu um exemplo de como relacionar-se
corretamente com ela.
O próprio Cristo cumpria a
Lei, não para anulá-la, nem para destruí-la, mas para viver em obediência. Jesus
instruiu Seus seguidores a observarem os mandamentos.
Certa vez um jovem, príncipe
e rico, aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: “Mestre, que farei para herdar a
vida eterna? E respondeu-lhe: Se queres entrar na vida guarda os mandamentos”.
Mateus 19: 16 e
17
Jesus advertiu seus seguidores contra o perigo
de menosprezar a obediência a Seus mandamentos. Disse ele: “Nem todo o que me
diz Senhor, Senhor, entrará no
Reino do Céus, mas aquele que faz a
vontade de meu Pai que está nos céus”. Mateus 7:21.
Não basta, para entrar no
Reino do Céu, a confissão verbal. É necessário que se cumpra, que se faça a
vontade de Deus revelada. E Jesus deixou isso bem claro.
A verdadeira obediência é
fruto do amor. Paulo escrevendo aos Romanos 13:10, assim afirmou: “de sorte que
o cumprimento da lei é o amor”. Jesus relacionou de forma muito clara a ligação
do amor e da obediência. Em suas
orientações finais aos discípulos, pouco antes de Sua morte, Ele disse: “Se me
amais guardareis os meus mandamentos”. João 14:15 “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu
tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço”. João
15:10
Com estas colocações, Jesus
não deixa dúvida alguma com respeito a esse assunto. A obediência genuína, tem
como fonte geradora o amor. O amor verdadeiro se
manifesta através de atos de
amor, através da obediência.
Muitas pessoas amam a Jesus, porém elas consideram Jesus somente como Salvador e se esquecem que Jesus também é Senhor e a Ele devemos obedecer.
A verdadeira obediência não é um ato de servilismo, mas um ato de amor. A obediência verdadeira brota de um relacionamento de amor com o Senhor Jesus.
João o apóstolo do amor, em I João 5:2 e 3 escreveu: “Nisto
conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e praticamos os
seus mandamentos.
Porque este é o amor de
Deus, que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são pesados”.
Jesus foi vitorioso na Sua
luta contra o pecado, porque estava ligado ao Pai, de Quem buscava poder para
vencer como humano. Da mesma forma, a vitória de Cristo nos é oferecida! Para
que ela seja a nossa vitória, necessitamos
estar tão ligados a Jesus, como o ramo está ligado ao tronco.
Ligados dessa maneira a
Cristo, produziremos, pelo Seu poder, o fruto da obediência. Somente se permanecermos em Cristo nos
será possível prestar obediência de coração, fruto do
amor.
Voltando ao Sermão da
Montanha no capítulo 5 de Mateus, encontramos Jesus apresentando uma dimensão
profundamente espiritual dos mandamentos, da lei de Deus.
O povo de Israel, estivera
tão apegado à forma e a letra da lei, que perdera complemente o discernimento espiritual que
sustentava e sustenta cada ordenança.
A verdade é que uma religião
legal ou formal é insuficiente para pôr a alma em harmonia com Deus. Puramente o
fundamento destituído de contrição, ternura ou amor, é apenas uma pedra de tropeço. Os que
agiram assim nos dias de Jesus eram como o sal que se tornara insípido. Sua
influência não tinha poder algum para preservar o mundo da corrupção.
O povo de Israel perdera
complemente a percepção da natureza espiritual da lei. Sua obediência não
passava de uma mera observância de formas e cerimônias em vez de ser uma entrega
do coração à soberania do amor.
As palavras de Cristo
proferidas no sermão da Montanha, conquanto fossem serenas, eram ditas com
sinceridade e poder tais que moviam o coração do povo. De pronto se admiravam e
percebiam que “ensinava como tendo autoridade”.
O Salvador com Seu divino
amor e Sua ternura, exaltava a majestade e a beleza da verdade. Com branda, mas
profunda influência, os homens eram atraídos para ouvir e aceitar Seus
ensinos.
De igual maneira hoje, se
olharmos para a lei como um
fim em si mesma, nos tornaremos formais, praticantes de uma religião cerimonial
destituída de alegria.
Mas quando olhamos para a
lei e vemos nela, algo que aponta nossa necessidade de Jesus, e encontramos
nEle, o Salvador que nos perdoa, e nos capacita a viver de acordo com Sua
vontade, nos tornamos cristãos felizes na mais completa acepção da
palavra.
É esta dimensão espiritual
que Cristo resgatou em Seus ensinamentos e que nós necessitamos para revitalizar nossa vida
religiosa.
Jesus é o nosso melhor exemplo de
obediência.
Que o Senhor nos dê poder
para vivermos à altura de Sua vontade.