A VOZ DA
PROFECIA
Pr. NEUMOEL
STINA
SALVOS PELA GRAÇA, APESAR DA
LEI
VP –
7153
Todo extremo é perigoso. Mesmo nas coisas positivas não devemos ficar nos extremos
Muitas vezes corremos o risco de errar em querermos assumir posições extremas em nossa vida diária. No âmbito religioso isto também acontece.
Na palestra de hoje que tem por título: SALVOS PELA GRAÇA, APESAR DA LEI, vamos tentar compreender este tema tão importante para nossa vida.
Sempre quando estudamos a
Lei de Deus, precisamos nos precaver de dois erros:
O primeiro é tentar pelos próprios esforços
agradar a Deus. Isto resulta numa grande falha que está no senso de justiça
própria, onde julgamos obter salvação pelos nossos atos.
O segundo é pensar que a fé
em Jesus isenta da obediência. Este erro é tão prejudicial como o primeiro.
Na Bíblia encontramos, em
vários Livros, ajuda para melhor compreendermos onde está o ponto de equilíbrio
neste assunto.
Vamos ler o que encontramos
em Efésios 2:8 a 10 - “Porque pela graça sois salvos mediante a fé; e isto não
vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos
feituras dEle, criados em Cristo Jesus, para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que
andássemos
nelas”.
Se atentarmos bem para o
texto, poderemos ver que a primeira declaração é que somos salvos pela graça de
Deus, e este dom não vem de nós.
Isto coloca de imediato a
verdade, que o ato de salvar a humanidade procede de Deus. A salvação portanto é
uma dádiva de Deus para o homem.
A salvação não brota a
partir do coração humano. Por mais que uma
pessoa seja dada a fazer o bem, por mais que suas obras sejam excelentes,
a salvação não vem de si mesma. A Salvação é um ato da graça de Deus.
Então vem a pergunta: o que
é a graça divina? E como esta graça atua em nossa vida?
Graça é definida como favor,
misericórdia, perdão. A graça é um atributo, uma característica divina exercida
para com os seres humanos. Não a buscamos, porque não podemos, pois ela nos foi
dada pôr Deus.
Ao cair em pecado, o homem
experimentou as amargas conseqüências da transgressão. Naquela condição, não
havia nada que pudesse fazer para modificar a sua situação. Não fosse a
intervenção divina, e a humanidade estaria condenada a uma miserável existência
e por fim a morte, sem nenhuma esperança de vida.
A graça de Deus que foi
primeiramente oferecida a Adão e Eva, e, por extensão à toda humanidade, provê
uma porta de saída para a condição pecaminosa do homem. Deus, sabendo que o homem por si só nada poderia
fazer, já havia estabelecido um plano de salvação, caso o pecado entrasse no
mundo.
Deus em sua misericórdia
executou fielmente o Seu plano, e Jesus veio até nós, pagou o preço que o pecado
exigia: a morte.
Com Sua vida santa e sem
pecado, e com Sua morte em sacrifício, Jesus comprou o direito de salvar
perfeitamente a todos quantos crerem no Seu nome.
Tudo o que Deus poderia
fazer para salvar a humanidade da condição de pecadores, Deus realizou. O
sacrifício de Jesus foi perfeito e completo. Sua ressurreição, e ascensão
confirmam e provam isto.
Assim, o homem, não poderia
fazer nada para se salvar, porque era impossível para ele, mas Deus providenciou
de maneira maravilhosa. E esta maravilhosa graça Deus oferece a todos. É um
presente divino para
humanidade.
Somente um amor inexplicável
é capaz de executar este plano maravilhoso. Agora, nós que fomos criados com a
capacidade de escolher o que
queremos para nossa vida, poderemos ou não aceitar este precioso presente
divino. Está em nós aceitar ou não este sacrifício de
amor.
Afirmamos que receber da
graça de Deus a salvação em Cristo Jesus, sem acrescentar a isto qualquer coisa
mais, é o único meio que a Bíblia apresenta, pelo qual devemos ser salvos
.
Agora que entendemos que
somos salvos gratuitamente quero perguntar: O fato de termos sido agraciados com
a salvação em Jesus, elimina ou isenta a vida de obediência do
crente?
A segunda parte do texto
lido no princípio esclarece a nossa pergunta. Nos é dito que, somos do Senhor,
criados para boas obras, preparadas por Deus para andarmos
nelas.
O fato de termos recebido a
salvação em Cristo Jesus pela fé, não nos isenta de termos uma vida de
obediência.
Os mandamentos de Deus
retratam o Seu plano de vida, a Sua vontade para o ser humano. Deus deseja que
sigamos por esse caminho. Justamente
é isso que o homem não consegue fazer separado de Jesus. Mas, quando a
pessoa aceita a Sua graça salvadora, não só recebe o perdão dos pecados, mas
recebe também poder para viver segundo a vontade do
Senhor.
Assim sendo, a vida de
obediência não compra a salvação. A vida de obediência é uma conseqüência natural de alguém que está salvo em
Jesus.
Em São Mateus 7:20 a Palavra
de Deus nos lembra: “Pelos seus frutos, os conhecereis”. Uma boa árvore
frutífera, bem enraizada, deverá produzir bons frutos. Só saberemos no entanto,
se assim é, no momento em que ela produzir.
Com o cristão não é diferente. Sua fé se
assemelha à raiz. Não pode ser vista. Mas quando a raiz do cristão está bem
aprofundada e bem plantada em Jesus, os frutos surgirão. Os frutos de uma vida
segundo a vontade de Deus, são os frutos da obediência.
Uma vida sem Jesus é uma vida vazia. O problema não está na
lei. O problema não está em Jesus. A dificuldade não está na obediência. O
problema está quando alguns querem obedecer a lei por suas próprias forças, e
pensam com isso estar agradando a Deus e tornando-se merecedores da
salvação.
A salvação é um presente de
Deus. E presente é de graça. Aqueles que aceitam este precioso presente, que é o
perdão divino, passam a viver uma vida de conformidade com a vontade do Senhor.
Deus também dá poder para que se possa ter uma experiência vitoriosa.
Quando isso acontece como
resultado da presença de Jesus na vida, a obediência não é exercida para salvar.
Mas como conseqüência, como resultado de um coração renovado, e salvo pela graça
do Senhor Jesus Cristo.
Quando nos tornarmos
semelhantes a Jesus, nossa conduta refletirá o retrato do nosso relacionamento
com o Salvador. A obediência não se tornará um fardo, e sim uma alegria.
Você pode estar imaginando
que os Mandamentos são um fardo que o cristão terá que levar por toda a
vida.
Mas se você pensar em Deus
como um Pai amoroso que só quer o bem para os Seus filhos, você entenderá que
nosso Pai celestial jamais nos pediria algo que não fosse para nos tornar
felizes.
Que possamos refletir o amor
de Cristo, e que nossa vida produza o suave perfume que emana de Jesus.