A VOZ DA PROFECIA

Pr. NEUMOEL STINA

 

E VOS NASCEU O SALVADOR...

VP - 7200

 

Você também fica emocionado com o nascimento de uma criança?

Já percebeu a alegria que toma conta dos pais quando o bebê vem ao mundo?

Poucos acontecimentos neste mundo são tão emocionantes quanto o nascimento de um filho. Cada nova vida tem sua história.

 

E a história mais linda de nascimento é a de Jesus.

 

O título da palestra de hoje é: E VOS NASCEU O SALVADOR...

 

Como teria sido a história do nascimento de Jesus? Em São Lucas 2:7 lemos: “E ela deu a luz a seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura porque não havia lugar para eles na hospedaria”.

 

Por causa do censo, a família real teve de viajar por cento e vinte e seis quilômetros. José foi caminhando, enquanto Maria, no seu nono mês de gravidez, seguia em cima de um burrinho, sentindo cada solavanco, cada sulco, cada pedra na estrada.

 

Ao chegar, encontraram a pequena vila de Belém repleta de viajantes. A hospedaria estava lotada, havendo até quem se achasse um felizardo, por conseguir negociar um espaço no chão.  Já era tarde, todos dormiam, não havia acomodações.

 

 

Mas, felizmente, o dono da hospedaria não foi mesquinho. Explicou que o estábulo estava também lotado com os animais pertencentes aos hóspedes, mas que apesar do pouco espaço  haveria maior privacidade lá.

 

José olhou para Maria, que estava tendo uma contração. “Ficaremos no estábulo”, disse sem hesitar.

 

Já era noite quando José abriu a porta do estábulo, que rangeu caracteristicamente. Ao fazê-lo, os animais, assustados  com os intrusos, reclamaram num coro discordante.

 

O mau cheiro era penetrante e úmido, pois se as horas eram insuficientes para o hospedeiro cuidar dos hóspedes, que dirá dos animais. A luz tremeluzente de uma pequena lamparina, a eles emprestada pelo dono da hospedaria, projetou na parede estranha dança de sombras.

 

Um lugar inquietante para uma mulher prestes a dar à luz. Longe de casa, longe da família. Longe de todas as suas expectativas para quando nascesse seu primeiro filho.

 

Mas  Maria não reclamou de nada. Já é um alívio ter descido do lombo do burrinho. Encostou-se à parede, sentindo os pés inchados, as costas doerem, e as contrações cada vez mais fortes e mais frequentes.

 

José correu os olhos pelo estábulo. Não havia tempo a perder. E rapidamente pensou: Uma manjedoura servirá como berço. O feno servirá de travesseiro. Cobertores?  Ah, sua manta estaria ótima.

 

Aqueles trapos dependurados ajudariam a enxugar o nenê. Maria se contorceu numa contração mais forte e pede a José que providencie um balde de água.

 

O nascimento não seria nada fácil, nem para a mãe nem para a criança. Todos os privilégios reais terminaram na concepção.

 

Um grito de dor vindo de Maria interrompe a calma daquela noite silenciosa. José voltou lá de fora, apressado, com a água transbordando do balde de madeira.

 

O alto da cabeça já se introduz neste mundo. Gotas de suor caíram pelo rosto contorcido de dor de Maria, enquanto José, a parteira mais atípica de toda a Judá, se postou ao lado.

 

As contrações involuntárias não são suficientes, e Maria teve que ajudar com todas as forças, quase como se Deus estivesse se recusando a vir ao mundo sem a ajuda dela.

 

José colocou uma manta sobre Maria, que, com um último esforço e longo suspiro,  terminou seu trabalho de parto. Nasceu o Messias.

 

 

Imagine a cena: Jesus tem a cabeça alongada pelo caminho estreito que atravessou ao nascer. A pele é clara, pois ainda levará um tempo, até  que a pigmentação normal ocorra. Há muco nas orelhas e narinas.

 

O líquido aminiótico o envolve, deixando-o úmido e escorregadio. O Filho do Deus Supremo está preso pelo cordão umbilical a uma garota judia.

 

O bebê está sufocado e tosse. José, instintivamente, vira-o de cabeça para baixo para que se desobstrua a garganta.

 

Então o nenê chora. Maria oferece o seio ao trêmulo bebê. Acomoda-o em seu peito e aquele choro tão aflito aquieta-se. A cabecinha delicada encosta-se em terreno ainda desconhecido.

 

Será sua primeira lição. Maria pode sentir as batidas rápidas do coraçãozinho, enquanto o bebê tateia à procura do seio para mamar.

 

O seio de uma jovenzinha alimentando a divindade. Pode algo ser mais enigmático - ou mais profundo? José senta-se exausto, silencioso e maravilhado.

 

O bebê termina de mamar e suspira É a palavra divina reduzida a alguns sons ininteligíveis. Então, pela primeira vez, os olhos se fixam nos de sua mãe. É a divindade esforçando-se para focalizar. É a Luz do Mundo envergando-se.

 

Os olhos de Maria enchem-se de lágrimas. Toca as delicadas mãozinhas. E mãos que um dia esculpiram o mundo enroscam-se nos dedos dela.

 

Ela olha para José e, através de lágrimas comovidas, suas almas se encontram. José aproxima-se mais de sua amada. Cabeças juntas, admiram o pequeno Jesus cujos olhinhos pesados vão se fechando pouco a pouco. Finalmente o bebê adormece.

 

Foi um longo dia. O Rei está cansado. Dessa maneira, sem nenhum alarde especial, Deus entrou para o lago morno da humanidade. Sem nenhuma cerimônia.

 

No lugar em que se poderiam esperar anjos, havia apenas moscas. Onde seriam esperados chefes de estado, havia apenas burros, algumas vacas agitadas, um aglomerado nervoso de carneiros, um camelo preso a uma corda, e um rato de celeiro que olhava curioso e furtivo.

 

Maria contava apenas com José para consolar-se de suas dores e para repartir suas alegrias. Havia, é verdade, um coro de anjos anunciando a chegada do Salvador - mas somente para um grupo de pastores de ovelhas.

 

É verdade também que mais tarde uma estrela magnífica brilhou no céu para assinalar o lugar do nascimento dele, mas apenas alguns estrangeiros a viram e a seguiram.

 

Assim, na pequena vila de Belém . . . numa noite silenciosa . . . o nascimento real do filho de Deus aconteceu tão tranquilamente . . . enquanto o mundo todo dormia.

 

Amigos, embora não houvesse lugar para eles na hospedaria, você e eu podemos oferecer a Jesus um lugar em nosso coração.

 

Deixe Jesus nascer em você! Uma estrela vai brilhar e os anjos de Deus vão cantar uma linda melodia