A VOZ DA
PROFECIA
Pr. NEUMOEL
STINA
Somente Para os
Derrotados
VP -
7191
Alguns sentimentos vão
além da compreensão humana. E as coisas pioram ainda mais quando tentamos
expressar esses sentimentos com palavras.
Você já foi derrotado alguma
vez? Algumas pessoas dizem que melhor e chorar na derrota do que nunca ter
lutado.
Melhor é a tristeza de não
ter vencido do que a sensação de não ter lutado.
Mas, será que realmente as
pessoas ficam contentes com as derrotas?
Alguém já passou você pra
traz?
O título da palestra de hoje
é: SOMENTE PARA OS DERROTADOS.
Vivemos uma vida de busca,
de procura. Buscamos todos os dias, algum tipo de realização. Realização
profissional, pessoal, no amor, mas sobretudo, no campo espiritual.
Jesus era um comunicador por
excelência. Conhecia as leis da comunicação, e sempre fazia uso delas. Quando
Ele conversava com as pessoas, usava a linguagem delas, falava sobre a realidade
que elas viviam.
Ao conversar com os
construtores de casas, Ele dizia; “Eu sou a Pedra-de-esquina.” Eles trabalhavam
com isso, eles viviam isso todos os dias. Sabiam que a pedra de esquina, era a
primeira pedra colocada quando se construía um muro, ou uma parede.
A pedra de esquina
delimitava com seus cantos, a direção e a posição em que as outras pedras
deveriam ser colocadas. Quando Cristo disse isto, eles entenderam, que se Ele
era a pedra-de-esquina, a primeira pedra, a pedra guia, eles deveriam
segui-Lo.
Ao conversar com pastores de
ovelhas, Ele dizia “Eu sou o Pastor e vocês são as ovelhas.” E eles entendiam
que se caíssem em um desfiladeiro, Cristo estava pronto para trazê-los de volta.
Que se eles se perdessem no
caminho, incansavelmente Cristo iria procurá-los. Que se eles se ferissem,
Cristo estava pronto para carregá-los no colo.
Naqueles dias, a pesca era
um importante meio de sobrevivência. Vários discípulos de Jesus eram pescadores.
Por isso, quando Jesus os convidava para segui-Lo, Ele dizia: Eu quero fazer de
vocês, “pescadores de homens”. E eles entendiam que o trabalho não seria fácil.
Que eles seriam fortemente tentados a desistir. Mas entendiam também que a
alegria de uma pescaria bem sucedida, pagaria todo o
esforço.
Há uma história em João, no
capítulo 21. É o relato de uma pesca impressionante. Pedro se levanta no meio de
seus companheiros e lhes diz: “Vou pescar”.
Era impossível alguém pescar
sozinho naquela época, pois as pescarias eram feitas com redes, mas quando os
demais perceberam que a determinação de Pedro era grande, todos resolveram ir
com ele.
E aconteceu o que
encontramos na segunda parte de João 21:3 “Saíram e entraram no barco; e naquela
noite nada apanharam.”
O mar de Tiberíades é muito
conhecido por ter águas muito claras. Daí o costume de pescarem durante a noite.
Certamente, se a pescaria fosse executada durante o dia, o fracasso seria
garantido.
É terrível, quando em meio a
fracassos, em nossa vida, procuramos juntar as últimas forças para conseguir
alcançar algum êxito, mas em resultado obtemos mais
fracasso.
Não havia mais assunto entre
eles. Todos estavam cansados e calados. Quando, de repente, alguém na praia
começa a acenar para eles. E esse alguém grita: Ei, vocês pescaram alguma
coisa?
Que situação constrangedora!
Temos a tendência de contar sobre os nossos sucessos, adoramos contar aos outros
sobre as nossas conquistas e nossas vitórias. Gostamos tanto, que na maioria das
vezes contamos nossos motivos de orgulho antes mesmo que alguém
pergunte.
Mas uma das situações mais
constrangedoras, certamente é quando nos perguntam sobre os nossos fracassos. Apreciamos
sorrir e ver os outros sorrindo, mas detestamos que os outros nos vejam
chorando. Tentamos até disfarçar as lágrimas, mas os olhos vermelhos, nos
entregam.
Quando aquele estranho dá
uma sugestão, lá de longe: “Joguem a rede do lado direito do barco”, com certeza, já cansados daquela
situação, eles devem ter pensado: “Quem esse homem pensa que é para ficar dando
palpites no trabalho dos outros? Nós somos os pescadores! Nós vivemos disso, e
sabemos o que estamos fazendo! Já jogamos a rede em todos os lados desse barco e
até agora nada!
Mas alguém no barco sugere:
Vamos jogar! Não custa nada, já estamos aqui mesmo, uma vez a mais ou uma vez a
menos, não vai mudar nada!
Ainda desanimados, jogaram
mais uma vez a rede como que por desencargo de consciência. No entanto, quando
foram recolher a rede para o barco, perceberam que havia algo estranho. A rede
estava pesada e carregada de peixes. Agora o clima era outro.
Em meio aos gritos de
alegria, entreolhavam-se e sorriam sem parar. Pena que não podiam se abraçar,
mas com certeza, preferiram recolher a rede o mais rápido possível.
De volta, João se lembrou do
homem na praia. E maravilhado com
aquele milagre, chamou Pedro e disse: “Pedro, é Jesus. Só pode ser
Jesus”.
Pedro que por seu
temperamento era impetuoso, não pôde esperar pelos outros. Sem pensar duas
vezes, pulou na água e foi em direção a Jesus. Cristo já havia morrido, mas pelo
milagre, ninguém tinha dúvidas de que era Ele. Pois Ele ressuscitara dos mortos
ao 3° dia.
Existe um detalhe muito
interessante, nesta história. Estudos nos mostram que o lado direito do barco
era o lado mais raso, o lado da praia.
Em outras palavras, o lado
direito do barco era o lado de Cristo. O
lado direito era a direção onde Cristo estava.
Eu acredito que em sua vida,
você já enfrentou muitos fracassos. E se em meio ao seu desespero e angústia
você tem lançado sua rede para todos os lados na esperança de obter alguma
vitória, mas tudo o que encontra é mais fracasso e mais
desespero.
Eu quero lhe dizer que não
muito longe de onde você esta, que logo ali na praia, Jesus esta levantando os
braços tentando chamar a sua atenção e dizendo: “Lance a sua rede em minha
direção”, “Olhe para Mim, pois eu tenho um milagre preparado você”.
“Jogue fora o seu medo, os
seus traumas, abandone as cadeias que o prendem,
esqueça a vergonha de poder estar sendo observado por alguém agora e pule no mar. Venha em
minha direção, venha pra perto de Mim.”
Parece que ainda hoje o
chamado de Jesus é: Vem a mim.